Mudamos…

July 25th, 2010

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Legendando Bosch

July 18th, 2010

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*Quadros: cortes d’A Tentação de Santo Antão, Hieronymus Bosch – 131,5 x 119 cm

Breve Antologia – Milton Diogo Comentado

July 10th, 2010


Sempre delirei com a poesia cosmo-espacial do universo de Marisa Monte e com tiradas categóricas de literatura de ficção científica, como as de Douglas Adams. Vejo que os futurismos, cientificismos e toda a miscigenação que se pode fazer com a literatura são válidos – compor em novos ambientes renova o cenário e reconfigura o lirismo.

Milton Diogo é um matemático; de perfil nerd, sarcástico, sendo um grande intelectual dos números e miríades lógicas – bancada literária alguma diria que seria frutífero entregar luvas poéticas a este homem. Não obstante, a física fez da gravidade uma inexorabilidade:

Atrás da mesa
O cientista anota
Coisas do mundo
Haicais – Milton Diogo

Milton Diogo é um gênio dos eixos matemáticos. Para entender sua poesia é preciso fazer um esforço de genialidade. Ele mistura as noções físicas com as noções mais abstratas, conferindo um teor matemático à dimensão artística.

Bela rosa
Vermelha
No jardim
Parada
Catatônica
Esperando por mim
Bela rosa vermelha
Que eu vejo.
Sou daltônico.
Pseudo poemas poéticos – Milton Diogo

Milton Diogo traz para o microscópio idílico do poeta o que temos de mais valioso: a percepção.

Um poeta tenta em vão
Trocar seus versos
Por leite e pão
Tudo o que ganha é desprezo
Nem mesmo um tostão
O povo só diz não
Mas não sabem
Que tais versos
A única coisa são
Que impedem que suas vidas
Acabem numa miríade de confusão.
Pseudo poemas poéticos – Milton Diogo

Como manda o estereótipo de matemático, Milton Diogo é sistemático, metódico e organizado. E usa de sua poesia para gritar as desordens que por vezes habitam seus protocolos de organização do mundo simbólico.

Lutei contra a opressão
Perdi
Agora vamos todos ficar quietinhos e assistir novela das oito.
Pseudo poemas poéticos – Milton Diogo

Diziam por aí que os intelectuais das exatas não tinham consciência de classe, visão social ou espírito filantrópico. Penso que eles vão além.

Nunca saí pegar mulherada
Nem pra bater nos manos
Leituras, poesias, gênios da ciência
Assim foram os meus anos.
Me sinto feliz em ter um cérebro.
Pseudo poemas poéticos – Milton Diogo

Milton Diogo é arrogante, e manifesta razão em sua arrogância por preservar e catalizar o que mais tem de genioso e sofisticado: o cérebro humano.

Santa hipocrisia!
Santa sim,
Porque hoje
Encontrei um de seus devotos.
Pseudo poemas poéticos – Milton Diogo

Milton Diogo remonta o sarcasmo com o diagnóstico da doença – identificada tanto com óculos de cientista metodológico como de poeta que satiriza a ignorância e a hipocrisia.

Quando você pensa que o nada
É alguma coisa
Você está certo
Se você estiver errado
Pseudo poemas poéticos – Milton Diogo

Milton Diogo mostra o poder lírico dos conectores da lógica.

O universo dança
O planeta balança
Um continente avança
E minha mãe vê televisão
Pseudo poemas poéticos – Milton Diogo

Milton Diogo mostra o quão insignificantes somos ante a infinidade do universo, mas não deixa de comparar os movimentos de coisas astronômicas com uma banalidade cotidiana – constatação admirável.

Dizer que alguém é comunista
É coisa de comunista
Na verdade, todos somos comunistas
Mas não diga a ninguém
Ou dirão que isso é coisa de comunista
Pseudo poemas poéticos – Milton Diogo

Milton Diogo analisa os conflitos simbólicos e ideológicos com minúcia.

As sombras, o meu refúgio
A solidão, minha companhia
O vazio, meu pensamento
O silêncio, minha poesia.
Mente Sombria, Coração nas Trevas – Milton Diogo

Milton Diogo trabalha com antíteses, com trocas de tempo e espaço, com transubstanciações e misturas. Milton Diogo é um (al)químico das palavras.

Por fim este é um poema para ler em voz baixa e com a porta trancada. Um poema alucinógeno, para experimentar a sinestesia de sensações:

Doce vazio – Milton Diogo

Embrenhei-me por matas sombrias
Abrindo caminho por uma floresta de silêncio
Nadando por um mar de lamentos
Cavalgando por um vale de sofrimentos
Até rasgar a sangria
E ver que após o nada
No abismo infinito
Além do vazio
Tudo que há
É o frio

Como o Arauto do silêncio
O andarilho do asfalto
Montado no meu corcel negro
Cavalguei durante eternidades
Pra chegar no lugar onde comecei minha jornada
Parti de manhã, quase na madrugada
Cheguei um pouco infinitamente depois
Bem na alvorada

Junto do revoar dos corvos
E bem de fronte da ravina
Onde jazem minhas esperanças
Que um dia viveram
Mas depois da guerra e do silêncio
Descansaram em paz
E depois se tornaram em lamentos
Lembrança no meio de esquecimentos
Eternidades no meio de momentos
Ira no meio de alentos
Maldição no meio de talentos

Agora servem de alimento para meu corcel
Extensão de mim mesmo
Guerreiro cruel
Tendo nas veias amargo fel
Coloco meu elmo, da cor do vácuo
E sigo em frente
Já é quase madrugada
Volto daqui um pequeno infinito
Perto da alvorada

Semiótica Lisérgica #01

July 6th, 2010

billy ShireBilly Shire

*
narcotizam e destroem as máquinas neurológicas:
neo-ludismo dos trabalhadores da dimensão simbólica.
*
Anarcossexuais
Baudelaire é a mulher do Diabo,
cangaceiro chato que extrai beleza do Mal.
*
Sativado Coração de Jesus
a beleza é a única segurança da paz,
a paz está no coração de jesus,
vamos fumar a porra do coração de jesus!
*
O lado esquerdo do cérebro ataca a Direita, e o lado direito do cérebro ataca a Esquerda.
*
Micrônica: Caixa de Brinquedos: A infância não termina quando paramos de brincar, mas quando paramos de comprar doces. Doces, aliás, são a marca do espírito infantil – suas cores reluzentes, seus plásticos bregas, seus formatos lúdicos e suas incríveis capacidades de serem diferentes com o mesmo sabor.
*
Estações do Ânimo
o Pó branco do gelo no inverno.
as flores Sativas no outono.
o Álcool das abelhas no verão.
o Lança-Perfume das flores na primavera.
*
O intelectual é aquele que faz uma coisa pela primeira vez com a experiência de quem já fez trezentas vezes.
*
A tese é as menores, as antíteses são as maiores, e a caçapa é a síntese. Go, baby!
*
O filtro escolhe seu cigarro perfeito, se apaixonam, daí vão os dois se foder juntos no lixo.
*
três, seis, nove: Porra, bicho! Ler é pra louco! Ler começa quando é a coisa menos chata entre todas as outras mais chatas. Depois ler se transforma aquelas coisas mais chatas nas mais legais. Daí você para de ler pra ir naquelas coisas chatas que agora são legais. Daí elas te desapontam e você volta a ler. Então ler parece tão chato. E você volta para as coisas, e elas tão mais chatas ainda. Você sente uma crise no ciclo todo. E fuma um cigarro. Chora um pouco. Volta a ler. Pendura um poster do Jorge Luis Borges na frente do monitor de 23 polegadas. Acende outro cigarro. Olha na janela. Toma um café. E volta a orgia do chato com o legal, em imensos orgasmos múltiplos de três.

peitos

Barry ReigateTower

*
críticos universitários: apreciam:
minha’escrotice poética da minha’cacofonia
ou cacofonia poética da minha’escrotice
*
Piracity: é uma cidade exótica. A chuva é artificialmente aromatizada sabor morango silvestre. Tempo em Piracity não é medido em horas, minutos, segundos ou qualquer tipo de unidade numérica. Em Piracity a democracia é desconhecida. O que esta em voga é a Pirocrácia, onde todos são iguais perante a roda. A maior qualidade dos habitantes de Piracity é o fato deles não preservar uma boa memória – assim as pessoas esquecem seus nomes, e podem ser pessoas diferentes a todo momento.Vez ou outra apareciam imigrantes em Piracity, conhecidos em Piracity como “caretas”. Os imigrantes achavam a cidade insensata, então proibiam os habitantes de suas cidades de viajar para Piracity. Uma ponta de Piracity sempre está em chamas, na outra os habitantes riem do incêndio.
*
Alguma tribo habita algum lugar da dimensão mais medieval da minha fantasia faz desta forma: festeja com um churrasco de porco-do-mato e celebra um dionísio pelo morto em combate, sem velório, sem ternos ou encontros de família – batalha esta, que Vinícius anunciou: “…excessivamente grave é a Vida”.
*

buzz-lightyear-laser-blast
*
Eu confio mais em neurocientistas do que pastores-modelo-alta-ajuda, mas Jesus é meu Buzz Lightyear retrô.

Gilbert Antônio: Apoteóticas Notas

July 4th, 2010

gilbert

Quando eu tinha meus 15 anos, meia duzia de complexos neurológicos e alguns planos para dominar o mundo, conheci um cara com seus 40 anos que, não obstante, identificava-me muito: de um espírito lúdico-juvenil único.

Gilbert Antônio é um personagem que elenca talentos, feito homem multidisciplinar que atua em todas as frentes humanísticas. Ele também é aquele gênio psicodélico que de vez em quando aparece na sua vida: escudeiro sazonal, de dias piores & melhores. Ele é visualmente um policial de rodoviária americana com um vestuário minuciosamente estudado. Ele é homem, mas também é cobra – e por vezes só cobra.

Somos os sons das cidades, de outras dores e amores interrompidos…
Somos as batidas em compasso de nossas percepções e compreensões…
Somos o próprio pulso, o fluxo e ritmo de nossas escolhas, de nossos acertos & desafetos… Somos estas cidades imaginárias onde registramos e protegemos nossas memórias…

Gilbert Antônio é um cirurgião plástico de lirismos e coreografias poéticas.

Sou feito de tudo,
de amor desejado,
de desejos amados,
de vontades incontroláveis,
de ousadia,
de ironia,
Sou um pouco de tudo,
de nada.

Gilbert Antônio é poeta, mas também é um jogo de palavras que exercem forças, por vezes afrodisíacas e dionisíacas e por outras aterrorizantes e frustantes, em uma valsa de dialéticas intermináveis de sensações.

Lavrando na pele esse amor
que calou fundo grandes cicatrizes
confundidas com tatuagens.

Gilbert Antônio é feito de marcas: as que permanecem pelo menos até o próximo amanhecer e as que saem com água do chuveiro.

Medito sobre a natureza do amor e seu manifesto. Vibro nessa sintonia e meus mantras são recitados para a propagação do que me move e me transforma: o amor!

Gilbert Antônio é um “sonhador incorrigível”.

Se eu me apaixonar
proíbam as palavras de me fazer companhia !

Gilbert Antônio é um escritor irremediável.

eu não queria partir… na verdade, fui convidado a sair…
escolhi à dedo os passos até a porta…
estudei minunciosamente a distância entre eu, tu e a porta…
tomei consciência do abismo que ora se estabelecia…
havia a idéia irremediável,
o inevitável assombrando a constatação…
Tudo acontecendo em segundos
para definitivamente constatar Irreversíveis Separações!

Amor: “eternidade em um segundo”.

Vivemos um novo processo no caminho da articulação de nossas solidões, talvez por isso a amizade, seja hoje, o grande ícone dos relacionamentos e solidariedades. Subsistem e se fundamentalizam. Tal articulação e conseqüência nos exigem a coragem de nos responsabilizarmos pelo que desejarmos e como incluirmos em nosso mundo pessoal, coletivo e co-participativo. Sabemos que nós, que, nos responsabilizamos pelos nossos próprios desejos, construiremos a base do prazer através do que vivenciamos, ao quanto nos comprometemos nesta transformação e obtenção.

Gilbert Antonio se preocupa com algo que nunca as artes, ciências, crenças e sistemas filosóficos dedicaram esforços prioritários: os relacionamentos humanos – algo extremamente cotidiano e necessário.

Gilbert Antônio e seus escritos são, para mim, figuras obrigatórias ao sofisticar a dimensão mais artística da vida afetiva.

Epílogo de um Infinito Particular* dos Morangos Selváticos

July 4th, 2010

ju

então baby:
já disse o velho folclórico poeta:
“se eu me apaixonar proíbam as palavras de me fazer companhia”:
nesses segundos enlouquecentes:
o mundo não cabe em uma carta de amor:
cabe em texturas cálidas que se beijam:
esgotando caricias:
não se cansam de tentar ser um:
empatia de corpos que prevê os movimentos do outro:
um luxuoso e gelado arrepio:
braços em movimentos teatrais que pressionam nossos corpos:
tua boca, gata, tua boca é linda:
inferno viciante de sensações.

*Expressão da Marisa Monte.

PS.:Morangos Selváticos são aqueles que a vida corre em fluxo de samba clássico e orquestra popular. Aqueles que percebem detalhes da coreografia dos átomos. Aqueles que escrevem aforismos sobre cigarros. Aqueles que escolhem o livro pelo autor, o filme pela capa, a música pela entrelinha e o romance pela delícia do beijo. Aqueles que odeiam pessoas chatas, mornas, ecléticas, efusivas e rasas. Aqueles que dominam citações que os outros desprezam. E aqueles que prega os hábitos no varal cotidiano com rituais exóticos, de poemas recitados e palavrões hiperbólicos – é foda pra caralho.

Notas Sobre o Amor Pós-moderno

June 27th, 2010

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por Cornelis van Haarlem

O amor como conhecemos é um acúmulo não sistemático de crenças voltadas para as energias sexuais. E, como tal, consolidou suas bases em períodos que a figura feminina era vista como inferior, portanto amava-se mais o amor que a própria amada.
*
A cultura do romance contemporânea apresenta resquícios do amor de cada fase histórica da humanidade.
*
Na esteira de caracterizações do amor, o seu teor de catástrofe apareceu registrado em peças artísticas de vários períodos históricos. William Shakespeare escreveu que “o verdadeiro nome do amor é cativeiro”, atribuindo um caráter negativo para o ato de amar.
*
Um dos entendimentos do ciúmes e a monogamia é o medo de instabilidade do relacionamento caso a amada veja vantagem em outrem – o ciúmes é individualista e concorrencial, como vários outros campos da vida pós-moderna.
*
O Amor é para malucos.
*
O Amor contemporâneo se confunde com medo de solidão.
*
A redução da sensibilidade ante a arte potencializa o caos da solidão.
*
O canalizador das relações sexuais não é mais a honra ou poesia, mas o dinheiro e o álcool.
*
Nenhum sistema filosófico ou de crenças se mostrou sólido o suficiente para permanecer por muito tempo – a cultura é um deserto de areia, que se molda o tempo todo com o tempo. Esta fragilidade da noosfera – mundo das ideias – pode ter sido responsável pelo culto ao corpo, ao material, ao palpável, ao confiável. Outra explicação é a ligação biológica direta que o corpo tem com as energias libidinosas.
*
Na terrível competição de egos pós-modernidade, afrodisíaco são os elogios.
*
Shakespeare escreveu: “há mais coisas no céu e na terra, Horácio, do que sonha a tua filosofia.” Com certeza os sonhos da filosofia de Heráclito eram mais agradáveis que o céu e a terra.
*
O Amor existe, e só descrê os que o alimentam com transgênicos.
*
Na pós-modernidade sentimos mais saudades da ausência, por não suportar as presenças necessárias. É preciso de coragem para amar.

O Bucetalismo é um Humanismo!

June 27th, 2010

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borboletadas arrepiantes

borboletas rígidas:
ninhos para cobras

cobras enlouquecidas

Revista Medulla #01 – Download

June 22nd, 2010

Tempos atrás falei por aqui que um grupo de blogueiros se juntaram para fazer uma e-zine. Segue disponível a segunda edição – #01.

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Capa – Arte Erótica. Por André HP.
Opinião: Deus Mutante, Multifacetado, Indeciso, Inconstante. Por André HP.
Resenha: Eu Mato. Por Taize Odelli.
Artista: Pedro Franz. Por Larissa Palmieri.
Especial: Maiores Nerds das Séries de TV. Por Frico.
Humor: Entrevista com O Todo Poderoso. Por André HP.
Charges: Comunista Ateu. Por Doo.

Download da revista.
Ler online.

Poesias Anarcofágicas #01

June 20th, 2010

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hermética

sonambulismos cacofônicos
samba’no abismo matemático
cuidado que o mar pega fogo
peixes-fritos pós-modernos.

encontros

sonho que se sonha junto é burrice:
eu sonho o meu aqui e você o seu aí,
e de vez em quando a gente mescla.

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enganamentos

os intelectuais saem às ruas em protesto:
a garota de Ipanema,
na verdade,
era de copacabana.

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cigarro

tragadas nostálgicas:
trago para ver se te trago.

estojo de canetinhas

psicotrópicos
narcóticos
entorpecentes
alucinógenos

de todas as cores
venha brincar!

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Tom Zé

Tom Zé me faz ir a janela
ir à janela me faz pensar
pensar me faz fumar
fumar me faz ouvir Tom Zé

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inversões

meio a beijos e gemidos
supliquei:
vestido,
tire a moça!

sonambulismo lisérgico

a noite é uma criança,
um doce para curar a insônia
e ter ótimos sonhos.

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escatologia cósmica

o mundo não está uma merda:
é a mal disposição dos átomos.

* Quadros do pintor Wassily Kandinsky.